Não é exagero
dizer que ele é uma das vozes mais conhecidas
da cidade. Aparece estridente nas centenas de caminhões
que vendem pamonhas (que não são de
Piracicaba), morangos (que não são
de Atibaia), ovos, desinfetantes, sorvetes... Quem
nunca acordou no sábado com aquela indefectível
frase: "O caminhão da pamonha chegooooooou.
Pamonha fresquinha, pamonha cremosa. É o
puro creme do milho"?
Locutor profissional, José Roberto Avelar
ganha a vida há mais de trinta anos gravando
fitas e CDs. Vende cerca de vinte por mês,
negociados a 60 reais cada um cópias
piratas são encontradas por 10 reais no Ceasa.
Ao longo desses anos, montou uma frota com doze
carros de som, que aluga para os mais variados fins.
A maior frustração de Avelar foi não
ter tido um filho homem com um vozeirão para
continuar o negócio. "É muito
rentável. Já viajei dezesseis vezes
para a Disney com o dinheiro da pamonha, pamonha,
pamonha!", brinca ele. |